segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

RESENHA DO FILME O SORRISO DE MONALISA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
INSTITUTO DE CIENCIAS HUMANAS E LETRAS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO /FACED

BETILSA SOARES DA ROCHA


Trabalho Acadêmico apresentado para obtenção de nota parcial da disciplina A Criança e a Arte da universidade Federal do Amazonas Departamento de Educação FACED.Professora Rosejane da Mota Farias.


MANAUS
2011


RESENHA DO FILME
O “SORRISO DE MONALISA”

O filme aborda a atuação de uma professora recém-chegada a um colégio tradicional que precisou modificar sua didática depois do primeiro dia de aula quando se deparou com alunas que já tinham conhecimento do assunto que seria ministrado,tudo por causa da metodologia conteúdista da escola em questão , tornando sua aula frustrante e sem efeito.
A partir disso, a professora começa a trazer novos temas; levar as alunas para conhecer obras de arte diferentes, e assim despertar a curiosidade e capacidade de discussão ou rejeição por parte delas: segundo (Coli, 1995, pg.9) isso aconteceu porque o objeto que a professora apresentou não correspondia exatamente a ideia que elas tinham da arte, ou do que é arte.
A partir de então suas aulas se tornam mais interessantes e com isso a professora consegue resgatar autonomia na sala de aula, mas encontra resistência por parte de algumas alunas, professores e direção da escola; pela sua didática que não estava atrelada aos moldes da escola, ela foi considerada subversiva por tentar formar nas alunas, mentes pensadoras através da arte. É importante ressaltar que para (ELIOT apud COLI, 1995, pag.108). A arte tem uma característica profunda de evoluir num meio diferente do racional: (Coli, 1995, pg.109) concorda quando afirma que:

[...] a arte pode nos parecer obediente e mensageira, mas logo percebemos que ela é, sobretudo, portadora de sinais, de marcas deixadas pelo não-racional coletivo, social, histórico. Por isso, não apenas ela faz explodir toda intenção redutora, normalizadora ou explicativa, como também se da como específica forma de conhecimento, forma e conhecimentos bem diversos dos processos racionais. A arte tem assim uma função que poderíamos chamar de conhecimento, de ”aprendizagem”. Seu domínio é do não-racional, do indizível, da sensibilidade: domínio sem fronteiras nítidas, muito diferente do mundo das ciências, da lógica, da teoria. Domínio fecundo, pois nosso contato com a arte nos transforma. Porque o objeto artístico traz em si, habilmente organizados, os meios de despertar em nos, em nossas emoções e razão, reações culturalmente ricas, que aguçam os instrumentos dos quais nos servimos para apreender o mundo que nos rodeia. [...]

Analisando a fala de Coli, é com toda certeza que digo que é através da arte e da filosofia, é que teremos um possível espaço para educação histórico critico, mas observo que a elite governamentista ta cada vez mais tirando de nos a possibilidade de uma massa populacional mais senso critica, e que tudo que estamos aprendendo na escola ou pensando já está pré-definido; estamos limitados aos livros e apostilas.
O filme retrata as dificuldades encontradas por todos aqueles que resolvem se opor às regras estabelecidas pela sociedade ou pela associação nacional de educação o (A.N.E), fundada por Rockefeller.J.D, que tinha o desejo de homonizar a educação quando expressou o desejo da elite governamentista de criar mentes de trabalhadores, e não de pensadores, com isso o sistema educacional não esta só forçando as pessoas a aceitar um governo socialista, mais também emburricando o individuo ate o ponto que ele será só um bom trabalhador na fabrica ou outros, provavelmente ele saberá muito sobre computadores, mais não terá uma educação clássica que o permitira ter noções sobre todas as facetas da cultura e sociedade.O exemplo vivido pela personagem Katharine Watson (Julia Roberts) em O Sorriso de Monalisa, pode ser comparado às dificuldades e preconceitos que todos os que partem para um confronto direto com o conservadorismo, encontrarão diante das inovações implantadas nas disciplinas; dificuldades para se adequar as novidades ditadas para o professor?
Não podemos expressar opinião própria e temos que vê só o que a elite governamental quer; dois grandes exemplos disso foi, à ida do homem a lua, e o atentado às torres gêmeas: e o que você diria se em vez de respondermos que somos descendentes do macaco respondêssemos que somos imagem e semelhança de Deus, Gen 1,27. É um paradigma a ser quebrado.
Todos que trabalham na área de educação deveria assistir esse filme e fazer algumas reflexões sobre a capacidade da educadora de conseguir, nos momentos de crise, superar as adversidades surgidas em sala de aula, e as impostas pela diretora de pensamento ultrapassado do wellesley college; da dedicação apaixonada pelo seu trabalho, bem como a iniciativa de utilizar os recursos e aplicação de estratégias úteis no desenvolvimento educacional dos seus alunos. Outro problema que podemos observar no filme é a importante postura do professor, que deve estar continuamente se auto-avaliando.
Quantos professores conhecemos que, tendo alcançado certa titulação, param no tempo e no espaço? Pensando que já conhecem tudo e nada mais precisam conhecer. Terrível engano! A evolução da ciência é constante, a cada dia temos novas descobertas colocando em cheque velhos paradigmas educacionais. Àquele educador que decide parar, a partir daquele momento está desatualizado e pode trazer graves conseqüências para a formação dos seus alunos e para a sociedade.
Apesar de obter frutos por sua atuação criativa, a professora sofre uma dura avaliação da direção, que por sua vez impõe condições para que ela permaneça no colégio. Não querendo abrir mão do que acreditava, ela decidiu por não ficar, e partiu com a certeza de que pelo menos naquelas alunas havia deixado sua marca, o que contribuiria de forma positiva para o futuro delas.

Referencias:
Extraído do filme o sorriso de Monalisa.
COLI, Jorge, O que é arte- São Paulo; editora Brasiliense, 2000. 4ª reimpr. Ed.1995.

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